Contactos
ADICES - Associação
de Desenvolvimento Local
Av. General Humberto Delgado, n.º 19
3440-325 Santa Comba Dão
T. (+351) 232 880 080
F. (+351) 232 880 081
E-mail geral: adices@adices.pt
E-mail CNO: adices.cno@gmail.com
E-mail PACTO: pacto.leader@adices.pt
Zona de Intervenção
Actualizado em Sexta, 03 Junho 2011 13:19 Escrito por Adices Sexta, 03 Junho 2011 12:41
Situada na Região Centro de Portugal Continental, no distrito de Viseu, na NUT III Dão Lafões, a Zona de Intervenção (ZI) da ADICES é constituÃda pelos concelhos de Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão e Tondela.
O conjunto destes quatro concelhos concede à ADICES uma área de intervenção de 851,3 km2 composta por 52 freguesias. Tondela apresenta-se como o maior concelho (371,2 km2), seguido do concelho de Mortágua com cerca de 251 km2. Os concelhos de Carregal do Sal e Santa Comba Dão abrangem uma área de 116,9 km2 e 112 km2, respectivamente.
Segundo os Censos de 2001, residiam na zona de intervenção da ADICES 64.415 habitantes, evidenciando uma variação média negativa, relativamente aos dados publicados nos Censos de 1991, na ordem dos 2,2%.
Quanto à estrutura populacional, segundo a variável sexo, verifica-se que 52% da população total corresponde ao segmento feminino.
A estrutura etária da população residente evidencia o peso da população adulta em idade activa (entre os 24 e 64 anos) e da população com mais de 65 anos, enquanto que os grupos etários mais jovens representam apenas 26% da população total. Esta situação tem-se evidenciado ao longo das últimas décadas e revela um comportamento demográfico caracterizado por uma forte tendência para o envelhecimento da população causado não só pela diminuição da natalidade, mas também pela diminuição da mortalidade em consequência do aumento da esperança de vida.
O sistema de povoamento do território caracteriza-se por uma reduzida urbanização e grande dispersão populacional. De facto, apesar de se ter vindo a verificar, ao longo dos últimos anos, uma maior concentração populacional nas sedes de concelho e em algumas freguesias enquadradas na cintura urbana, a maioria das freguesias continuam a ser classificadas como Ãreas Predominantemente Rurais. A densidade populacional média da ZI é de 81,5 habitantes por km2.
Topo
Estrutura Económica
Historicamente, a agricultura constituiu-se a principal actividade económica da região, assumindo indiscutÃvel relevância através dos tempos. Contudo, o carácter de subsistência que sempre a caracterizou, os elevados custos de manutenção e modernização, os reduzidos lucros e o êxodo das populações mais jovens, levaram à sua actual situação de declÃnio.
Actualmente, a agricultura da região é caracterizada por explorações na sua maioria de tipo familiar, pouco rentáveis e geridas numa perspectiva de auto consumo e por sistemas agrÃcolas poli culturais de orientação diversificada. Entre as principais produções agrÃcolas locais destacam-se a batata, o milho, o trigo e o feijão. A vinha e o olival constituem as principais culturas permanentes da região.
Por outro lado, a floresta é o principal recurso natural da região, assumindo grande importância económica, social e ambiental, especialmente no caso no concelho de Mortágua que constitui um “pulmão verde†na região Centro do PaÃs. É que dos 248 km2 de área do território, 85% é ocupada por área florestal, ao passo que a área agrÃcola representa apenas 9% e a área urbana 6%. A espécie mais cultivada é o eucalipto, sendo também usual o pinheiro-bravo, o castanheiro, o carvalho e o pinheiro-manso.
Paralelamente à situação de declÃnio do sector primário, tem-se vindo a verificar, ao longo das últimas décadas, um gradual crescimento das actividades dos sectores secundário e terciário. De facto, se por um lado se verifica que a indústria tem apresentado um apreciável crescimento, como consequência directa de uma aposta realizada principalmente por micro e pequenas e médias empresas, que não sendo empregadoras massivas, são as principais responsáveis pela criação de postos de trabalho, na Z.I. Por outro lado, também o comércio e prestação de serviços têm vindo a ganhar relevo, apresentado actualmente uma ampla oferta comercial diversificada, inovadora e modernizada.
Segundo os dados dos Censos de 2001, a maioria da população residente na ZI encontrava-se empregada nos sectores secundário e terciário, enquanto que o sector primário empregava apenas 14% da população total.
Ambiente
No domÃnio ambiental, são três os elementos caracterizadores da região: a água, a floresta e montanha.
Inserido na Rede Hidrográfica do rio Mondego, este território é favorecido por inúmeros cursos naturais de água doce, entre os quais se destacam os rios Mondego e os seus afluentes Dão e Criz, algumas praias fluviais e paisagens deslumbrantes. A Albufeira e a Barragem da Aguieira constituem uma mais-valia criada pela mão do homem que aposta na potenciação dos recursos naturais existentes, potenciando não só o sistema de abastecimento de água às populações locais, como a produção de energia eléctrica e o controle de cheias.
A floresta prima não só pela sua importância económica para a região, mas também como um espaço natural, de lazer, de elevada qualidade de vida, que também pode ser potenciada pela sua vertente turÃstica através de passeios pedestres, desportos e campos de aventura.
A Serra do Caramulo constitui outro dos ex-libris locais. De constituição geológica predominantemente granÃtica, a serra faz a transição entre as formas aplanadas do Baixo Vouga e Baixo Mondego e a Plataforma do Mondego. O seu ponto mais alto, conhecido por Caramulinho, eleva-se aos 1075 metros de altura. Além da sua beleza natural, a Serra do Caramulo constitui também o principal pólo turÃstico da região, como o comprovam a presença de uma diversificada oferta hoteleira e turÃstica.
Topo
Cultura
A localização privilegiada deste território, aliada à presença frequente de cursos de água e terras férteis, desde sempre funcionou como factor de fixação de vários povos. De facto, ainda hoje se encontram patentes, um pouco por toda a região, vestÃgios fÃsicos e orais da sua passagem. Assim, chegou até nós uma vasta tradição oral (histórias e lendas, rezas e ladainhas, tradições religiosas, provérbios e lenga-lengas), cuja origem muitas vezes se perde na bruma dos tempos.
Relativamente ao património construÃdo, há a considerar duas perspectivas diferentes: a arqueologia e a arquitectura.
No primeiro caso, os vestÃgios remontam ao perÃodo pré-histórico e manifestam-se através de monumentos megalÃticos, pinturas rupestres, inscrições, pequenos objectos, sepulturas antropomórficas, entre outras.
Nesta região, pode-se identificar três categorias arquitectónicas distintas – religiosa, solarenga e brasonada, e tradicional – que muito contribuem para atestar a riqueza histórica da região. A arquitectura tÃpica regional constitui também um importante atestado à riqueza morfológica do território, marcada pelo xisto e o granito.





